sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Capela Sextina

Meus senhores, faz-se hoje preciso um futuro
que conserve intacto o passado do nosso povo,
e só uma direita responsável saberá governar
este país rumo aos valores e à ordeira liberdade
da família, da fé plural, só em nós o voto
protege, com firmeza, a democracia parlamentar.

Camaradas, não, não basta o jogo parlamentar
enquanto o grande capital rouba o nosso futuro
com as políticas de direita que vendem o voto
ao desbarato da vida dos trabalhadores e o povo
vê-se a recuar nas conquistas de Abril, a liberdade,
pelo que aqui nos afirmamos prontos para governar

Caros deputados, mas esbanjar não é governar
Alguém explique às pessoas o fardo parlamentar 
das contas públicas, sem ideologias, com liberdade
para quem cria riqueza, menos impostos no futuro
pois só desta maneira prospera todo o povo
que, sem paternalismos, nos confiou o seu voto. 

Vocês andam há cinquenta anos a trair o voto
dos verdadeiros portugueses, sabem lá governar?! 
Concessões aos esquerdalhos a destruir o nosso povo,
todos, todos vós, as elites deste circo parlamentar  
sentados a ver as fronteiras abertas, mas o futuro 
está aí, vamos repor a democracia e impor a liberdade.

Companheiras, companheires, companheiros, a liberdade
só com igualdade se alcança, eis a importância do voto
ir para quem luta por mais mulheres, negres no futuro
dos cargos de liderança, senão nós quem vai governar?
Eles sem memória histórica já têm assento parlamentar,
a extrema-direita que ameaça, mente, se arroga povo.

Sob esta abóbada de frescos, eu somos a ficção do povo
onde o enfeite rashomon papa qualquer liberdade
com dentes do Sisto, daquilo e dacolá a parlamentar
a quem sai Adão, Moisés ou Michelangelo, o voto,
desde que fique a racha entre ser governado e governar.
Porque eu fomos o restauro de Deus no Estado do futuro.

E eu oiço esse futuro, em corpete de gesso de povo 
entre o conclave a governar e a televisiva liberdade,
mas lá em casa tenho voto, na democracia para lamentar.