Na berma de uma estrada armadilhada por lobos solitários.
É a certeza da vivência num lugar errado
Para a incerteza da existência de um lugar correcto...
Na borda de um precipício que força a sua própria queda.
É fitar as estrelas numa melancólica noite de Verão
Para saber que o seu significado puro fugiu com a infância...
Numa aresta baloiçante em que as letras sucumbem perante a multidão.
É suster a respiração por qualquer cavalo branco galopante
Para acreditar que o ar do oceano se converterá colorido...
Numa cidade de um só homem em que o herói é derrotado pela sombra.
É querer viver por um motivo maior do que eu
Para encontrar um paraíso terreno de realização!
Numa fortuita folha dourada a quem o vento dá asas.
É a ânsia de fechar os olhos e perder a memória de todas as páginas
Para ganhar a visão libertadora de um recém-nascido!